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mar 10

Nem pensei direito.

A cada canto por todo e qualquer canto

estamos mais uma vez eternamente sós…

presos a simplesmente nós

nós que nos tornamos em nóz

e em simples sementes

e comoventes e em emaranhados nós.

Eu cativo de mim só, em nós e totalmente atróz…

Seco em lágrimas de ventos e tempos

de acalantos e tormentos…

de ourives e poetas perdidos no tempo,

de espaços e colapsos

de candura e sofrimento.

Todos temos e tememos

os sós que existem em nós.

E a cada canção e cada pendão

em cada pobre e simples coração

todos sofremos…

pois os medos temos de compartilhar, de sós enfim ficar…

E cada tempo e cada canção é um só templo de um só coração.

Sonhos os temos e tantos,

que intentamos em não sonhá-los,

que  então sós a desaguá-los em versos de sofreguidão.

Sonhos tantos os temos,

sonhos e tantos lamentos,

que de tempos em tempos só sonhamos e não os temos.

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