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mar 21

O ôba ôba no Obama.

Não quero fazer coro aos insurretos de plantão com o Fora Obama! Nem tampouco a subserviência tucana de tempos tucanos e antanhos. Quero fazer coro aos que dizem que mulheres e negros aqui e acolá podem e devem governar, quero fazer coro à democracia e ao acesso à ela, quero fazer coro também aos que não tem voz nem vez.

Quando ligo a TV e tudo me leva a crer que eles pensam que sabem tudo… e o pior, que eles querem que nós saibamos as suas meia verdades como inteiras, sinto que ainda existe muito por que lutar. Quero uma TV democrática, multifacetária e multicolor como é nosso povo em sua alma e tez, crenças e querenças, quero muito mais que o controle remoto, quero uma TV de perto.

A visita do presidente Obama ao Brasil revela que o Brasil vai bem, obrigado. Revela também a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, do petróleo além do sal que é pré, do crescimento econômico e de nossa necessidade de investimentos em infraestrutura, habitação e de nosso mercado crescente de produtos manufaturados. Isso tudo faz do Brasil um barril de oportunidades. Se bem que Obama não significa um rompimento dos paradigmas imperialistas do Tio Sam e Dilma não significa o fim do machismo no Brasil, entretanto são avanços inegáveis.

O Brasil receber a visita de um presidente negro que não seja de um país da África já é novidade neste mundo tão branco, ter uma mulher presidente de um país de tradição machista também é uma novidade. Juntar os dois na mesma sala já é um evento memorável. Repetir isso daqui a alguns anos, um desafio da humanidade.

Oxalá possamos eleger mais Obamas e Dilmas pelo mundo afora, para isso só a democracia e com ela uma TV realmente democratizada e democratizante.

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