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mar 29

Epitáfio

Ao ler-te dei-me quase a ver-me,

num epitáfio de quem ainda não está pronto e nunca o estará.
Vejo-me em altercações onde o grande a ser vencido sou eu, o grande eu que seduz a mim, o grande eu que vos reduz e me eleva para a grande queda. O super eu, o super ego, e onde o meu alter ego? de Deus e de adeus?

Vejo-me nessas linhas, mas não em todas, vejo-me em toscas e tortas rotas, caminhos em desalinhos de alfas e jotas, não nascido pronto e em constante mutação, vivo e morto, luz e escuridão, em busca do intangível e invencível moinho de meus sonhos, poeta de mim mesmo em constante iato.

Sol, água e substrato.

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