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mar 31

O inverno de Cartola

Em cada alvorada,
e em cada estrada que se anuncia
cada canto em ti e por ti perdido
cada canto em Si e por ti pedido

e em cada soneto vão
em vão todo meu ser
sem nunca ter-te e se assim for,
nunca ser-te assim o divino amor.

Ouço Cartola em invernos de seu tempo…
em ti então me atento
em querer ser-te puro outono,
desassombro em cada rubor de dia
em cada canto prosa e poesia
em cada verso imerso em amor
em universo imerso em flor.

Em cada outono te busco em flores
de mil versos e de mil amores
de cada primavera ferida
de cada verão vencido
e de cada inverno por vir…

De cada verso ferido
haverá então surgido, e ainda por surgir,
uma nova primavera em flor,
de canto encanto e poesia,
decantando o meu amor.

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