Arquivo por mês: maio 2011

maio 30

Espelho

No espelho do teu olhar...

Espelho é belo e singelo quando se poe a espelhar. Espelha eu, espelha você, e quem mais se aproximar. Espelho é eterno e sincero quando está a espelhar, espelha a mãe que chora duplicando assim o seu chorar. Espelho é frágil e quebradiço para Narciso sempre enfermiço quando se perde a se olhar. O mais …

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maio 27

No último por de sol

por de sol

No último por do sol quero anoitecer quero correr por entre flores de minhas dores, dormir e amanhecer… no último por de sol quero acordar e te ver… quero contigo caminhar por entre abrigos de além mar  e antes do último por de sol no último arrebol quero cantar contigo as canções que nunca fizemos. No …

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maio 24

“Caminhos de sol façamos…”

caminho de sol

Maio se vai de forma célere, acaba-se em sóis de outono, o frio do inverno que vem se aproxima sem cerimônias. Nas ruas pessoas embrulhadas e sisudas caminham de cabeça baixa, um ou outro ergue a fronte para o céu como a querer sentir o sabor do sol, sim o sabor do sol, pois o …

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maio 21

Desatino.

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Desata os nós de nós, os pobres somos nós, que olhamos para o chão, as riquezas fluem espalhadas na imensidão. Desata nossos nós como quem desata o ato atróz desata que ninguém reata o pequeno que há em nós. Desata o destino, feito homem feito menino feito casa e castelo feito areia e farelo de quem semeia …

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maio 20

Antítese de mim mesmo.

Antítese de eu.

Hoje de novo e da vez primeira ouvi vi e senti, o que outrora nem percebi que o tempo já havia sido e tardiamente amanhecido  por entre flores murchas de amores e de velhos poemas amanhecidos amarelos e esquecidos, poemas tristes de gente triste e sem sentido,  e sem que me apercebesse já havia perdido …

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maio 19

Ou vir.

sentir sem ti

Ver-te vertendo de amor, sentir por entre as flores o teu olor, ter as mãos a tocar e sentir, e o divino paladar de um beijo a ir e vir… Ver verdejar o pequeno e lindo pomar, mais que cores perfumes e flores, o sal da tua vida e de tua última lágrima dorida, e a força de …

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maio 19

O som do teu silêncio.

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Cada vez mais rumoroso é o som da tua ausência, cada vez mais gritante o cantar de tua saudade, e cada vez mais estridente esse silêncio que sobrou de ti. É cada vez mais absurdo retumbante e ensurdecedor, o eco de tua presença e o silêncio do teu amor.

maio 17

No bar do Miltão.

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Tarde da noite de segunda, andávamos de carro pelas ruas da cidade, de retorno para casa vinhamos conversando amenidades quando o sinal fechou. Lá fora na noite fria e molhada, uma pessoa estendia suas mãos enrugadas em pedido de esmola, naturalmente o que nos veio à mente foi o primeiro impulso de não dar nada, afinal ele …

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maio 16

Segunda.

" Senhor, que queres que eu faça?"

Apesar do outono ainda estar por aqui em algum lugar, a segunda iniciou-se com ares de inverno, na máxima prevista para 17 graus, revisito a canção de Mercedes: “Volver a los 17”. No caminho do trabalho, por entre carros e embrulhados pedestres, o sol dava sua presença como presente de Deus. As ruas se iluminavam ainda …

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maio 13

Nas tardes que se aproximam…

Outono em Praga

  Nas tardes que se aproximam, frias e úmidas pela estação, o vento um nome murmura, seu nome é solidão. Em teu seio nasce a terra e da terra teu jardim, e o jardim jaz na terra morto pelo frio sem fim. E da terra vem a porta e da porta a saída, que aberta …

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