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maio 13

Choradeira.

Toda lágrima é um pouco que se vai...

Todo dia surgem lágrimas, toda face de mãe, de pai, de homem ou de mulher, de adulto ou de criança e de quem mais quiser, possui lá quase escondida uma lágrima sofrida a ponto de se despencar.

E a vida é assim, nossos olhos, janelas d’alma, permitem que um pouco de nós possa se esvair e se evaporar por aí. Quando se chora é um pedaço do peito que evapora, deixando a pressão fluir, quando se chora, às vezes se implora para ninguém mais partir, mas quem é que pode não chorar, quem por mais macho e endurecido que não possa sair-se vencido por pequenas gotas de amor e de sal. Quem chora, ora sem querer, sem perceber, mas é preciso saber chorar e orar, choro de revolta e de vingança é choro por demais dorido, perdido de  alma a penar e a pensar em mil revides, em mil vinganças, perdendo-se em mil lembranças e toda vez que se recorda a corda do sofrer o faz de novo sofrer. Esquece a vindita, olha para frente que atrás vem gente que não sabe esperar e quer é mais fazer.

Se choras emotivo, por ter um coração ativo, choras bem e nem vem que não tem! O choro de amor é choro sentido, é choro de mãe e de avô, de menino homem e menino velho. Quem chora bem, chora só o bem, pois o mal vai mal e não se sentindo bem, o mal se ausenta desse choro e esse choro só faz mesmo bem, e se choras assim, pois que chore sempre.

Se as lágrimas te visitam quando avistas uma cena de amor, de dor alheia e sementeira flor, se as lágrimas te transbordam em alegrias, se as lágrimas te acompanham nas poesias e no trabalho fraterno, choras bem, e te digo. Amém!

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