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jun 13

De peito aberto

A chuva começara a cair de forma inabitual, o frio de um inverno antecipado já incomodava muito. O vento que antecedera a chuva continuava seu trabalho de convencer as folhas das árvores a caírem pelo chão. Um sentimento de destruição nos invadia de forma abrupta o coração distraído. Sem saber, o fel já se instalara e contaminava todo os recantos da alma. Os pensamentos como rios de lava incendiavam cada recanto do ser, a dúvida de forma cruel nos apresentava inúmeros caminhos, quase todos de vindita, quase todos. De repente por entre as nuvens púmbleas, uma nesga permite que raios de sol fulgissem em direção de nosso peito. Essa visão do sol envolto em nuvens de tempestade imprimiu um invencível desejo de imitar o sol e estar de frente com a tempestade e de peito aberto.

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