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ago 22

Mãos de nuvens.

No diálogo as idéias podem suscitar ou mesmo ressuscitar aquela utopia que nos fazia querer mover montanhas e mares no início de nossa jornada poética, quando ainda os nossos sonhos eram de dia e habitavam os nossos olhares e plasmavam-se em nossos falares. Falávamos o que falávamos e ouvíamos o que ouvíamos.

O tempo e o vento das mudanças nos estranharam, encheram de nuvens o nosso céu, raios aqui e acolá indicavam nossas divergências.

Olhar para dentro dessas nuvens de problemas, identificar as nossas divergência e ir além, buscar as nossas velhas convergências, e novamente embarcar rumo à utopia.

Parece romântico e inusual, estemporâneo e irreal, afinal os muros caíram. Entretanto sempre se pode imaginar um outro mundo sendo possível. Nessas possibilidades as nossas nuvens, que obscuressem nossos dias, podem e devem ser dissipadas pelo sol que há em nosso falar, em nosso ouvir, o ir e vir das idéias sãs e malsãs, o debate e o embate nas palavras e conjecturas nos abismos e nas alturas de nosso entendimento.

Hoje falamos de nuvens, quando o sol já havia surgido de forma inesperada nos convidando ao tai Chi Chuan de Helena que de estatura pequena se agigantava com suas mãos de nuvens dominando o tigre.

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