Arquivo por mês: setembro 2011

set 30

O último pedaço de pão.

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O último pedaço de pão, o último momento, no último vento, na última canção. O último alento, antes do último tormento, do último beijo, da última separação. O madeiro infame, sobre os teus ombros nus, e eu na arquibancada distante, te vendo carregar a cruz. Hoje revejo de outro jeito, como quem perdera a oportunidade, de …

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set 22

A primeira pedra.

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 A primeira pedra e a primeira queda, e todos quantos em espasmos de espanto, a olharem entre si, e entre si calados então, todos de pedras na mão, para todas as atirar, no espetáculo de assim a lapidar. E a primeira pedra atirada, na consciência dilapidada, fez-se então em poeira, na queda da moral ribanceira, …

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set 22

De prima…

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A primavera nos fez acordar em flores, de divinos e terrenos amores, de finitos e fortuitos olores, de paz e de cada pé de fruto e flor a primavera nos fez acordar em soneto de amor. Fino feito confeito, soneto de luz e canção outono e inverno, primavera e verão. Tudo é luz, tudo é amor, …

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set 21

Ana Di Ana

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Diana de flor e solidão, sol que esconde em teu olhar, luz que se transforma em arcoirizar… As tuas tristezas em folhas mortas, de papel e pena, feito teu dileto poema, de teu diário guardado no coração. Escreva pequena Diana que teu verso reclama, tua pena e canção.

set 19

Em passos de esperança

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Em passos de esperança, de crianças que ainda virão, dos amores perdidos e esquecidos, que um dia ressucitarão. Em passos e andanças, sobre pedras e espinhos, dissabores e bonanças, que abrigaremos em nosso ninho, recomeçando do começo, de novo um novo destino. Em passos de crianças, novos caminhos de novas esperanças.

set 19

Dois minutos para meia noite…

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  Faltam dois minutos para a meia noite, e um divino febril infinito e meigo açoite vergasta minhas entranhas estranhas ao teu olhar… e quando não mais poderes falar, ainda assim tu dirás, que em noites de primavera, as flores e mil quimeras ainda vão querer brilhar. Noite e meia lua inteira a se descortinar. …

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set 18

Quando não há mais tempo.

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Já não há mais tempo de nos perdermos, nas poças de tristezas onde adormecemos, nem em tanta saudade de nada, de final ou de beira de estrada, já não há mais tempo de brincarmos de amor, quando há tanta tristeza pranto desencanto e dor, espalhados pelos quatro cantos mudos do mundo, cada canto calado e não …

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set 17

Fuga para a poesia.

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A poesia senhora dos sonhos, dos desejos contidos que tenho, das angústias que romantizo, questões simples que torno quânticas. A poesia matrona e meretriz corrupta e corruptora, da minha alma sofredora, como eu a sempre quis.

set 15

Em vida

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A vida envida a vivermos, em vida há que viver-se. Em vida há que envidar-se os esforços em bem viver, em conviver, em convidar a pleno viver. Em dívidas vivemos sempre, endividados recorrentes, em vida plantamos sementes, em dívidas colhemos correntes. Em vida vivemos contentes, em vida sorvemos sorvetes, em vívida ânsia de ganharmos presentes, e …

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set 14

Palavras

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Palavras ditas, palavras benditas, palavras malditas, palavras nunca ditas. Palavras que levantam, palavras que espancam, palavras que enternecem, palavras que se jamais esquece. Palavras amigas, palavras bandidas, palavras de perdão, palavras de paixão. Palavras que curam, palavras que buscam, palavras em buquê, palavras de porquês, palavras em flor, palavras de dor, e para onde eu …

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