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dez 23

Fulana sem nome e sem fome de mim.

Quando eu penso em você,

tudo é poesia,

maresia de um mar de alabastro,

em que não me basto,

em tentar te compreender,

tentando não me lembrar,

de tentar te esquecer,

quando nada mais resta,

lembro que você não presta,

que você é mundana,

fulana sem nome,

e sem nenhuma fome,

de mim.

Quando eu penso em você,

nada mais é sagrado,

tudo é desagrado e desagravo

em tentar de mim, apagar

o pouco que resta de você.

Quando penso em você,

tudo mais fico a perder,

lembro que você me detesta,

e nesse nosso antiamor,

o avesso do endereço,

para onde você for,

será o meu maior apreço,

e mesmo que eu te esqueça,

e que eu não te mereça,

quero sempre estar contigo,

ao total desabrigo

desse nosso falido amor.

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