Arquivo por mês: Abril de 2012

abr 28

O que aprendo com Galeano?

O que aprendo com Galeano? Que o mais importante do caminho é o caminhar, que mais importante que o destino é o semear, que mais importante que viver é sonhar. Que só se vive quando se sonha, e quando não mais sonhamos, nos desdenhamos, nos maltratamos, e nos negamos.  

abr 24

Guarda-te

Guarda-te de mim, e do meu amor, pois onde você for, lá estaremos, eu e minha solidão, caminhando rente a ti, a caminho do teu coração. Guarda-te portanto, de toda e qualquer tristeza, de todo e qualquer quebranto, de toda e qualquer saudade, guarda-te da minha vontade, e seja em ti uma fortaleza, e seja …

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abr 22

Sêde-me

Sêde-me luz, que orienta e conduz, que me alimenta, que na dor me sustenta, no difícil caminho, em que me perco sozinho. Sêde-me o puro sal, que me seca a ferida, e que me livra do mal, e a Ti me convida.

abr 22

Dormias.

Caminhavas distraída de ti mesma, e ao recostar-se de ti esquecida, nem percebera que eu estava lá. Tua figura dormia, esguia me iludia, e me levava acordado a sonhar, e no sonho tanto sonho, de como eu poderia te acordar, tirando-te do teu sonho para o meu sonho te levar.  

abr 21

Chulé

Banho de mangueira, a velha maneira de brincar e aprender, correr descalço, tropeçar, cair e levantar… Cheiro de chulé, num cascudo pé, rosado de poeira e chão, tudo arquivado no fundo do meu coração.    

abr 21

Bolinhas de sabão

Como bolinhas de sabão, nossos sonhos nascem e se vão, voam na brisa do desejo, da inocência e do calor, duram todo o tempo, do vento do nosso amor.        

abr 21

Vinho derramado

O vinho derramado, do cálice do nosso amor, quebrou-se o cálice, e nada mais sobrou. Tudo se perdeu, num triste e mudo Adeus, onde ninguém ao caminhar para longe olhou para trás. Nada mais havia que se olhar, que se querer, ou que pudesse sobrar.

abr 21

Nossas mãos.

Nossas mãos não mais se tocam, e como elas nossos corações estranham-se, não mais quase se tocam num abraço afetuoso, descompassados e distantes, desafinados e dissonantes, não entoam mais aquela cantiga, antes entoam lamentos, desses estranhos momentos do ocaso desse nosso amor.

abr 21

Para onde?

  Para onde levam teus passos? decerto não é para cá, e esse incerto novelo que teias, me mostra uma outra estrada, na qual não vejo os passos meus, somente as tristes pegadas, e as duras marcas, dos descasos teus.

abr 21

Teu beijo roubado

O primeiro beijo, quase sem desejo, quase sem querer, é sempre aquele beijo, que jamais hei de esquecer. Aquele abraço, apertado e afetuoso, o abraço mais gostoso, em que eu quero me prender. Em teus braços eu repouso, deles sair não ouso, pra poder adormecer.      

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