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maio 11

No trem

No trem da minha saudade,

tudo cabe.

Cabe o açúcar mascavo,

a canela o chá e o cravo,

cabe a renda que envolvia teu dorso,

cabem as sandálias que te levavam a voar comigo nos céus de nossa alegria.

Cabe os sonhos que não sonhamos,

os amores que não amamos,

e os abraços que não demos,

cabe a tua ausência,

mas com tanta frequência,

que ainda estás aqui,

nos trilhos da minha saudade.

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