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jul 23

É na poesia

É na poesia que eu viajo por mim mesmo,

e caminhando do jeito meu,

do fiel e do ateu, do oposto do oposto

que é sempre o incerto eu.

É no poema que sempre me vejo,

como novo bilhete do mesmo realejo,

como um vento que não se conforma,

ora está dentro ora está fora…

É na poesia que me arrependo,

que me revisto e revisitando…sempre reaprendo.

É na poesia que me inteiro,

sendo parte, todo e meio,

é na poesia que me completo,

sendo semi cerrado e semi aberto,

como um segredo velado e outro secreto.

É assim que com a poesia em mim

sou sempre o eu inconstante,

ela me faz assim,

meio carvão, meio diamante,

 

 

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