Arquivo por mês: agosto 2012

ago 17

Pele

pele-seca

O hálito, o hábito e o esquálido ser… em areias movediças desperdiço meu viver. E diante de tudo assisto mudo a tudo erodir, e na tua erudição maldita, dizendo palavras proscritas, e todas bem malditas. E teu saber perdeu-se, e teu caber apequenou-se, e teu orvalho secou-se. E da tua pele puída na minha, tudo …

Continue lendo »

ago 09

Do amor que se foi.

386750_143067035804502_106742396103633_184776_1112200604_n

Não deixes a flor cair pequeno poema, sem a flor como vais existir e perfumar os teu fonemas? Não deixes cair a flor nem o meu amor por aquela a quem secreto todo meu pranto seco e deserto, das feridas do amor que se foi. E do amor ferido, outro amor nascido, em minhalma pequena, …

Continue lendo »

ago 05

Suncê

71233632_c14e63ba5a

Suncê acha a vida triste? Suncê num vê a chuva? Que faz brotá da vinha a própria uva? Suncê num vê o rio? Que escorre sem parar? Que desce o morro sempre frio, Deixando de ser rio e se virando no próprio mar? Suncê vê as flor que num pára de se despetalá? E quando …

Continue lendo »

ago 03

Cesto

314889_442072372492730_232899995_n

Cada cesto tecido de amarras de amor, em cada sexto sentido esquecido na dor, da tua desventurada rubra cor, de tecidos amarelados e esquecidos de tempos nunca dantes vividos e que hoje se fazem passado, o teu retrato em preto e branco em cada pedaço de um canto e de cada lágrima de um pranto …

Continue lendo »

ago 03

O pedaço amargo de mim

282633_251887658258661_1048705428_n

Libertar de ti o pedaço amargo de mim, o fel que destilei e com o qual te alimentei noites a fio e todas insones… O ar fresco da noite nova e noiva, do dia que ameaça a tudo clarear, entra em meus pulmões comprometidos, com o teu hálito bandido, que teima em respirar… Libertar de …

Continue lendo »

ago 01

Deitavas

250987_439148079453009_1419997891_n

Deitavas feito pluma, nua por sobre os meus sonhos de amor, e todo o teu calor me aquecia, e eu me esquecia de quem era, de quem fui e quem eu seria. Deitavas versos perversos de dor, fustigando os últimos resquícios do meu amor, como quem revolve a terra com arado, arrancando as raízes de …

Continue lendo »