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ago 01

Deitavas

Deitavas feito pluma,

nua por sobre os meus sonhos de amor,

e todo o teu calor me aquecia,

e eu me esquecia de quem era,

de quem fui e quem eu seria.

Deitavas versos perversos de dor,

fustigando os últimos resquícios do meu amor,

como quem revolve a terra com arado,

arrancando as raízes de um mal amado,

deixando o meu peito aberto e revolvido,

para um novo e recém surgido,

amor de inverno e de verão,

frutos novos e carnudos,

e desnudos beijos de paixão.

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