Arquivo por mês: setembro 2012

set 20

Sonho

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E quando nos soltamos e quando nossas amarras rompem-se nas novas madrugadas, e podemos ressentir nossos anseios, e ter todo dia novos e graciosos anseios… Vendo o mundo às avessas, servindo velhos sonhos em novas travessas, de prata, aço e madeira, como quem deixa-se descer em nova ribanceira, e vendo o mundo assim, tão dentro …

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set 20

Pão amanhecido

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Amargo gosto na boca que ontem ainda muda e louca, murmurava fragmentos de amor. O gosto gasto de ti do fel que absorvi, em poções do teu desamor. O amor tido e perdido, hoje tanto esquecido, qual pão de teor bolorento, foi amor amortecido, feito um pão amanhecido, que passou do seu momento. Pão amanhecido, …

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set 13

Da dor, da flor e do amor.

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Da dor, deixo que me dôa, assim mesmo simples e a tôa. Da flor, deixo que me perfume, e nesse divino olor, de anjo ainda implume, da cor da flor do divino lume, deixo a flor no peito ainda em betume, da noite do pretérito amor, findo em azedume. E da flor, se houver um …

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set 11

Sodade

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O pai a mãe e o avô, deram o nome, quem disse o que eu era foi o sinhô, me deu da chibata o açoite, pela boca da minha dor, e o suor na fronte, pra eu dizer sim sinhô, tudo era só lida e só solidão quantas vezes me acabei de rosto preso no …

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set 11

No teu jardim

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No teu jardim não colhes por mim faça-te a minha insensatez de escrever em tinta sobre a tua tez… E como tatuagem de que não se sabe a idade cada memória minha é coisa esquecida de mim e de você. O que plantas para que eu possa colher? Se a semeadura é tua e dura …

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set 11

Feridas

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Cada ferida aberta, há de ficar deserta, da dor que mais aperta esse meu meu peito indolor. Cada ferida perpétua há de ficar inépta, e decrépita, do teu amor. Cada ferida descoberta, eu vou ferí-la de morte, que de tal sorte no meu peito ferido, nada dela há de estar, ou ainda ter havido. E …

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set 04

Garoa

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Na goroa em que andei muito de ti pensei em cada gota pequena que caia um doce poema eu tecia e como chuva fina que molha constante a cada novo instante eu me via sem você e cada diminuta gota pequena e curta que caia sobre mim era como se a noite molhasse o nosso …

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set 03

Minha jornada

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Os caminhos mais belos singelos de divino olhar sempre podem ferir os pés de quem os quer caminhar. E assim de passo em passo um novo e bonito caminho faço e não penses que é fácil pois não o é, cada canto de degrau um pranto e um espinho em meu pé. Subo a ladeira …

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