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set 13

Da dor, da flor e do amor.

Da dor, deixo que me dôa,

assim mesmo simples e a tôa.

Da flor, deixo que me perfume,

e nesse divino olor,

de anjo ainda implume,

da cor da flor do divino lume,

deixo a flor no peito ainda em betume,

da noite do pretérito amor,

findo em azedume.

E da flor, se houver um espinho,

que eu faça dele meu ninho,

para acalentar a minha dor.

Do amor faço meu poema,

como trilha e solitário tema,

como senda em que caminho,

da retidão ao desatino,

do perfume de novas flores,

de dores eternas e de novos amores.

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