Arquivo por mês: outubro de 2012

out 31

O velho Saci

Trança a crina, sobe desce e rima, com gosto de moleque e molecagem negrinho amado e bandido, símbolo de nossa mestiçagem. Nasceu do índio brasileiro, e do português colonizador, rouba o gorro vermelho, cheio de feitiço encantador. O cachimbo a ginga e a negra graça, do seio da mãe indigente, da mãe de toda a …

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out 26

Morenidade

A tua morenidade escreve, iluminada e atrevida, na memória da minha pele, miscigenada e traduzida. A tua meiga morenice, traduzindo um tal saber, sem nada falar me disse, de um novo amanhecer. Amanheceu na tua pele, um amor que trago dentro, do meu peito que se aquece, no sol do teu sentimento. Um sentir na …

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out 26

Guardai-vos da chuva

Guardai-vos da chuva, guardai-vos da usura, guardai-vos da perdição, guardai-vos de mim, e da minha solidão. Guardai-vos de tudo, do medo e do mundo, guardai-vos da dor, guardai-vos do espinho da flor, guardai-vos onde for, só não guardai-vos do meu amor.

out 26

Ira

Há fogo em meu coração, a ira por dentro sufocando a mansidão, caminho pelos sortilégios que jamais escrevi, neles todos semióticos, escarnecem em profusão. Às vezes sinto-me assim não mais senhor de mim, tudo que toca meu coração, reforça a minha insatisfação, reformo e não conformo, tem coisas que é melhor não atentar. Minha fragilidade …

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out 26

Quando somos pequenos

Quando somos criança, não temos cor credo ou raça, tudo é beleza brinquedo e graça, quando não vemos o mal que a tudo abraça. Em nossa velha infância, esquecemos da criança, agora criada e sem graça, que a tudo enovela e embassa, com critérios e mistérios que a tudo enlaça. Quando somos criança, grandes são …

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out 25

Senzalas caiadas

Senzalas caiadas, caídas e decaídas, por mãos brancas pensadas, e ainda assombradas e pelas dores puídas. Senzalas perenes, lugar de não queridos, lar e desabrigo, de sonhos sonhados e adormecidos. Senzalas caiadas, ainda persistem, insistem e dominam, nos corações caídos, párias paridos e perdidos, nos conceitos caiados e nos tolos pré concebidos.    

out 24

O tempo o vento e a solidão

O tempo o vento e a solidão, se atiraram dos céus, e em infinitos véus, descobriram meu coração. O tempo se perdeu, o vento arrefeceu, sobrou a solidão. Dela fiz poema, dela fiz poesia, mortalha e fantasia, a mentira verdadeira, vogal e consoante, amiga e companheira, amada e amante, primeira e derradeira.       …

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out 24

Inspiração

Das marcas todas e quase tolas que enfeitam meu coração, uma delas é espinho outra é ninho outra é solidão. Das marcas tolas e quase todas despidas de razão, faço-as caminho, e me avizinho de nova inspiração.      

out 23

Mulheres marcadas

Mulheres marcadas em cores de mil tatuagens de amores, de toda sorte e todo corte que a saudade e a maldade podem marcar, mulheres marcadas em flores de todo jardim que se possa plantar. Mulheres de marca e de corte, que se pensa se mede e se pede se despe, se tece e se perde. …

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out 23

Na chuva

Outubro vai acabando em ares de mudança, caminhava eu por entre as veredas de minhas lembranças, e os teus pés recheavam de pegadas o meu olhar… te via caminhando nas nuvens, como anjo ainda implume, tateando o próprio ar. Tudo em mim era seu, sonho, desejos e o próprio ar que você me deu… E …

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