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out 31

O velho Saci

Trança a crina,

sobe desce e rima,

com gosto de moleque e molecagem

negrinho amado e bandido,

símbolo de nossa mestiçagem.

Nasceu do índio brasileiro,

e do português colonizador,

rouba o gorro vermelho,

cheio de feitiço encantador.

O cachimbo a ginga e a negra graça,

do seio da mãe indigente,

da mãe de toda a humana raça,

África mãe de toda a gente.

Perde a perna em capoeira,

dançando a peleja da cor,

feito pau de aroiera,

na dureza da sua dor.

Hoje velho e adormecido,

o eterno moleque Saci,

se faz de novo um menino,

e um Caiowá Guarani.

 

 

 

 

 

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