Arquivo por mês: novembro 2012

nov 28

Na tua pele, beijo.

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Na tua pele estarei, nas marcas que sobraram, dos beijos que deixei, e que se desmancharam. Beijos molhados que secaram, beijos perdidos e esquecidos, beijos amados e beijados, beijos santos e malditos. Beijos tantos e queridos, beijos dados e recebidos. Beijos que se perderam beijos que se venderam, beijos que se partiram. Beijos amados e …

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nov 25

Líamos

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Líamos então poesias, desnudos sobre a cama, poemas de dores e de dramas, de amores e de mil chamas. Cada poema bastardo, que eu parati relia, relia eu o meu passado, no poema que eu escrevia. E cada verso que eu lia, e cada verso que você escutava, letra morta que revivia, e assim ressuscistava, …

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nov 21

As marcas da minha vida

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As marcas da vida em mim, foram e serão tantas, como antigas plantas, de um velho jardim. Haverão flores se eu as plantar, haverá rancor se eu insistir, haverão tumores se eu odiar, haverá amor se eu permitir. Haverá tanto e tão pouco, um pouco de santo, um tanto de louco. Haverá em mim o …

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nov 21

Minha bandeira é a liberdade

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Não me culpes pelo que existe de errado, deixo isso de lado pois não tenho alternativa, caminho por entre as pedras atiradas em meu rosto, e assim caminho a contra gosto nesta jornada de luta insana, não me culpes pelo que eu sou, não me culpes por minha ira, olhe em ti e busque a …

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nov 21

Meu nome é Gaza

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Me chamo dor, meu nome é luta minha bebida, cicuta meu grito é clamor. Me chamo solidão, meu nome é resistência, ante a final  desinência, conjugo reação. Meu nome é vida, semente em cova rasa, pedaço de terra perdida, meu nome é … Gaza.

nov 20

Arribação

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O veneno, o ácido e o fel, com os quais enchi teu cálice, transbordaram do meu coração. Para consertar atos, juntar cacos, e versos de reparação. As marcas porém persistirão em cada pedaço colado dessa tosca reparação como marcas no tempo e aviso de convulsão. Os tremores e temores, sempre se anunciam, se imiscuem, e …

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nov 20

Tão tarde

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Agora tão tarde, para qualquer teu alarde, que queira me despertar… Nada mais tens que me atem e nada mais para me acordar. Caminhos sem sentidos nem idos nem benvindos maltrapilhos e bandidos vendidos e banidos. Vivo no sonho morto na terra e o que virá, o que nos espera?    

nov 20

Mau formado

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Faço-te óh poema, sem rimas e sem tremas, sem acentos e sem acertos, sem conserto e sem concertação. faço-te pequeno e fútil, como meu inútil coração. Faço-te com a desfaçatez, própria da minha perspicácia, da minha falta de audácia, e da minha insensatez. Faço-te tacanho, de desonrado tamanho, diminuto em cada minuto que te custo …

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nov 20

Quero

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Não me sacia apenas uma parte de ti, a minha fome é de tudo quero-a mais que o mundo, mais que o ar que apenas me traz anseios, mais que a moldura infinita deste céu, mais que a cantiga maldita de menestrel. Quero-a como nunca, como a derradeira mortalha e túnica que há de me …

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nov 08

Proscritos

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Na tua boca sentida, na pele ressequida, das vestes todas rotas, das eras tão vividas. De tantas chegadas e partidas, das flores de todos os nossos amores, beijos repetir-se-ão, como as notas de um só violão, violando nossos segredos malditos na fímbrias do nosso coração. Caminharemos proscritos, de novo e novamente malditos, pelas estepes da …

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