Arquivo por mês: dezembro 2012

dez 26

Morda-me

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Morda-me, com a boca envolta em aromas de pimenta, queime-me, como quem já não aguenta, a ferida em fogo de infecção. Com o coração pleno de paixão, cuspa-me, como a pior parte de ti, abjetamente, a parte que eu me atrevi a ser, ser-te o undécimo camafeu, o orfanato e órfão ornato, que você nunca …

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dez 24

Malas prontas

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As malas estão quase prontas, quase pagas todas as contas, quase todos os compromissos assumidos, cumpridos ou esquecidos, que eu marquei sem querer. Quase tudo está pronto, eu como sempre, ainda tenho muito que fazer.  

dez 24

Minha cama

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A erisipela ainda apela querendo me acamar, tomo os remédios que não surtiram efeito, automedicação é realmente um problema, mas a preguiça é ainda um problema maior. Escrevo ainda coisas que não sei como terminam, só escrevo. O dia amanheceu úmido, caminhões e motos passam estupidamente barulhentos sob minha janela, para completar já começam também …

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dez 24

Que brilhe sobre mim

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Saio novamente a procura do dia, a noite ainda mal dormida recusa-se a despertar, vejo ainda pequenas estrelas distantes que teimam em tentar alumiar. A noite ainda teimosa, tarda em se despedir, tudo ainda é noite, por mais que eu procure o novo dia. Caminho assim olhando os caminhos que outros fizeram e que também …

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dez 24

Porque é natal

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Cante sem compromisso, abrace sem querer, saia na rua só pra conhecer, gente como a gente que é você. Caminhe por aí como quem não tem por onde ir, vai olhando as calçadas e pelas ruas asfaltadas veja como caminham os que vão como cão sem dono, antes que este verão se torne um outono. …

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dez 17

Voando juntos

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Sairemos do nosso chão, quando não cortarmos mais as asas de nosso coração, e sairemos como quem abandona um barco encalhado no raso charco de amarga região, alçaremos vôo sem nenhum decoro, sem as vergonhas e sem as begônias que cultivamos em nosso jardim… Voaremos livres assim, mas ainda marcados pela herança de nosso chão, …

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dez 17

Quanto tempo temos?

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O fim do mundo anunciado, que mundo se acaba e que mundo haverá sobrado? E se o mundo acabasse então o que sobraria do teu coração, aorta e veias mortas e rompidas, ou sopro de emoção de amores e de vida? O tempo passa apressado… pelas ruas da cidade molhada com a chuva da última …

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dez 15

Como bolhas no ar

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Como bolhas no ar, nossos sonhos se foram, flutuaram ao sabor da brisa, e quando colidiram com o concreto se desfizeram. Como um sonho ou uma bolha de sabão, sonhos chegam e sonhos se vão, sempre ao sabor do vento dos lamentos e da solidão, flutuam em mim os sonhos teus de meu amor ateu …

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dez 15

Sal e Pimenta

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O sal e a pimenta, o lábio que diz que não aguenta, a boca aquecida e queimada, a língua em chamas de dor, o calor intenso do teu amor. A pimenta vermelha e voraz, pequena, intensa e capaz, de sacudir a garganta profunda, de chamas a alma inunda, cruel cruenta e imunda, lascívia torrente e …

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dez 15

Cronologia

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Primeiro nos distanciamos e eu acomodado me calei, depois ela buscou seu caminho e eu só a deixei, não quiz fazer a sombra, nem tampouco assombrá-la quisera eu livre deixá-la respirando o próprio ar. E esse ar a inebriou, dilatando a distância que antes se formara. A minha era uma, e a dela outra, estrada… …

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