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dez 24

Minha cama

A erisipela ainda apela querendo me acamar, tomo os remédios que não surtiram efeito, automedicação é realmente um problema, mas a preguiça é ainda um problema maior. Escrevo ainda coisas que não sei como terminam, só escrevo. O dia amanheceu úmido, caminhões e motos passam estupidamente barulhentos sob minha janela, para completar já começam também estupidos fogos de artifício. Não posso desdenhar do que já fui, isso compôe a mim mesmo, sou feito disso.

Meu passado é a cama para o meu futuro, assim não posso me demorar nela, é preciso arrumar essa cama, deixá-la ao menos limpa. Troco assim os lençóis das minhas lembranças, tento recompor com meus desafetos, coisa difícil esta. Que falta sinto de um café.

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