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jan 02

De volta ao castelo

Volto ao bastião da minha dor,

dele um dia saído,

hoje devolvido,

por vontade de minha solidão.

Volto ao castelo do meu desterro,

do meu antipenúltimo paradeiro,

da minha pena e da última poesia,

da minha inútil fanfarra e fantasia,

de pai padrasto e patrão,

de vil herói e bonzinho vilão,

volto assim ao castelo decaído,

dos meus  sonhos demolido,

da minha última solidão.

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