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fev 14

Antídoto e veneno

Nada a contento,

quando tudo que me vai por dentro,

é o total desabamento,

do que sinto e do que fomento.

Nas tuas entranhas,

não mais estranhas,

libido e tormento,

prazeres e sofrimento.

Nada me despe mais,

que o teu olhar tao voraz,

que a tua boca entreaberta,

como janela indiscreta,

que sussurra e que decreta,

que o amor maior,

é só pequeno,

diante do teu antídoto,

e também do teu veneno.

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