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fev 14

Absolvição.

Escrevo descrevendo o meu coração, se há sentido nisso, o sentido é introspecção. Caminho por entre as letras que me levam por caminhos estranhos, as vezes sublimes as vezes tacanhos. Esses caminhos tortos e sombrios, como tão o é meu coração, carecem de flores, sobram espinhos, tudo é tão mesquinho quando soletro solidão. Cada caminho em cada cadinho, de intensa confusão, funde-se o espinho com a dor da minha vastidão, faço então meu ninho, meu abrigo e minha condenação.

Cada espinho que conjugo, nos poemas de dor de cotovelo, brega da melhor espécie, lã do melhor novelo, são cartas de um amor que não existe, de uma imaginária paixão, de uma dor que não sinto, de um amor que eu minto, de uma lágrima sem razão.

Todos os caminhos que me são levados, são caminhos perdidos, são caminhos não andados.

Cada caminho um pecado, cada pecado uma dor, cada dor um espinho, cada espinho uma flor.

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