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fev 19

Clandestino

De forma clandestina embarquei no quarto do teu amor, lá como vassalo e gerente descamisei-me contente e despi todo o meu pudor, mero lacaio e indigente deitei-me por sobre o chão, lá como vítima e algoz compactuei com a tua perdição.

No quarto do teu amor fui clandestino, sendo velho e menino, sendo confessor e confidente, coautor e concorrente, ateu e profitente, cuidadoso e imprudente. Fui tua água e teu vinho, teu veneno e teu remédio, teu senhor e teu menino, adrenalina e puro tédio.

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