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abr 20

Um poema no lixo

Há um ponto em cada conto que ninguém vê,

conta o ponto desse conto o encanto no canto do teu conto,

há mais que se possa fazer.

Mais que um conto o encanto de ler e escrever,

Na janela do sonho e do pesadelo medonho,

nas pontas de grafite envolto em paus,

em papiros de estalagmites,

espalhados nos calhaus.

Em meio ao incômodo do escombro da tela feia e senil,

lê o conto ardente do amante que um dia partiu.

Em meio ao lixo o aborto do luxo,

repara na clara calma da cara alma,

que envolta em calma,

destila versos de beleza sutil,

e não há nenhum reflexo do poema que lá surgiu.

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