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maio 17

Caminhos vãos

Na palma da tua mão o tempo escorreu,

o que sobrou dele você já esqueceu,

nas linhas tortas e quase mortas,

do tempo que você me deu,

fecharam-se todas as portas,

e você se perdeu.

Caminha ainda no tempo,

nas areias de todos os desertos,

e caminho por entre os segredos,

que ainda estão encobertos.

Dá-me a tua mão,

que eu te guiarei,

levarei por entre caminhos

que jamais caminhei,

e de todos os prantos,

chorarei-te o perdido encanto,

dos caminhos que você me deu,

todos caminhos vãos,

em que você me esqueceu.

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