Arquivo por mês: setembro 2013

set 26

O que escrevo

  De cada canto que escrevo, apenas descrevo o interno eu, o poeta e o equilibrista, o idiota e o alquimista, a Medusa e o Teseu também o crente perdido, nos versículos decaídos nos refolhos dos olhos teus. Cada verso que escrevo, rescrevo o que sou eu. Tempo perdido amor ferido de cada abraço teu. …

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set 26

Camarim

Dileto dilema, leve contato que fere, papel, pena tinta e pele. O risco que te faço trespassa o peito teu e qualquer mau dado passo será um passo no errado caminho meu. Em quantos abraços me arrisco entre a tinta o traço e o risco, entre o divino e o ateu, será sempre o melhor …

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set 25

Um café por favor

O-CAFE

Um café por favor, pra começar bem o dia, um café com poesia, um café onde você for, Brasil, África, Índia ou até no Equador… Que seja um café encorpado, ao som de velho piano, alegre e bem coado, num velho filtro de pano. Um café com amor, e quente por favor!  

set 25

Ao ouvir Neruda

Ao ouvir Neruda em outras línguas, senti-me totalmente contaminado com o poema meu agora mofado no esquecimento que eu cultivei… Parei tudo que fazia e pus-me à poesia. Busquei no fundo do meu poético ócio, o abandono do último outono que até agora me perseguia. Acordei tarde nesta tarde de primavera e enquanto escrevo as …

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set 04

O sal da nossa janta

  Lamentar não adianta, se falta o sal para nossa janta, sê-de o tempero mais picante do amor o maior amante da saudade o dissonante verso de amor que ficou para trás. Ninguém te amará como eu te amarei, tampouco ninguém te abandonará como eu já o fiz, Tecê-lo, o adeus, com fios de anzol, …

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set 04

Ouça

  Ouça a letra morta quase posta em ofertas de meia estação caminho sereno por entre a multidão não me peças jamais qualquer perdão… Seremos afinal a soma dos quase nós, Desatados e desatinados, quase e totalmente encharcados, do fino mel da tua voz. Lamúrias em sussurros, como a escalarmos os tais muros que nos …

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set 04

Asas

  Nada tenho para te oferecer, a não ser a tristeza que carrego em mim, cada verso amargo é filho parido na dor, cada poema completo, um epilético fonema sem cor. Cada suspiro mal dito, cada reverso encarnado é sempre um poema proscrito e nada a ser relembrado.

set 04

Esperança

  Ao cabo de um suspiro em cada desatino do frigir do medo atroz e quem será o destemido dentre vós? Lauta mesa posta abaixo, em um cenáculo cheirando a motim, revolta-me os próprios vernáculos, acendendo-me o curto estopim. E a ceia santa enquanto lauto sacrifício tendo o poema como meu santo ofício, e a …

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set 03

Amy novamente

  Escrevo repleto de vazios, meu peito carrega apenas os ecos do meu passado… a coriza agoniza meu inspirar. A chuva fina lá fora me convida para o nada, e as canções me torturam com uma saudade infinita… Amy me envolve como nunca antes, me retorço buscando quem afinal? E o primeiro poema de setembro …

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