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set 04

Esperança

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Ao cabo de um suspiro

em cada desatino

do frigir do medo atroz

e quem será o destemido dentre vós?

Lauta mesa posta abaixo,

em um cenáculo cheirando a motim,

revolta-me os próprios vernáculos,

acendendo-me o curto estopim.

E a ceia santa

enquanto lauto sacrifício

tendo o poema como meu santo ofício,

e a angústia como nubente,

a saudade como amante,

e a esperança como ausente.

Destas três descarto a terceira,

pois que a esperança sempre há de falecer

como a minha  amada derradeira,

em que me entregarei ao perecer.

E nos braços frágeis e  esquálidos

desta esperança agonizante,

rimarei os versos mais pálidos,

na eternidade de um instante.

 

 

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