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set 26

O que escrevo

 

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De cada canto que escrevo,

apenas descrevo o interno eu,

o poeta e o equilibrista,

o idiota e o alquimista,

a Medusa e o Teseu

também o crente perdido,

nos versículos decaídos

nos refolhos dos olhos teus.

Cada verso que escrevo,

rescrevo o que sou eu.

Tempo perdido

amor ferido

de cada abraço teu.

De cada verso retiro

o belo e o controvertido

o pervertido e o que se perdeu.

Versos sofridos rimas malsãs,

de mal dormidas manhãs

em que acordo do sonho teu.

O que escrevo?

escrevo o que se perdeu.

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