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out 15

No ventre amigo do teu amor

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Clareie a tua sombra

pois que nela tudo diminui,

na sombra que tu arrasta,

tudo assim se dilui.

Sede a branca garça,

que voando quando passa,

faz a sombra pequenina,

feito flor feito menina,

feito enfeito de amor perfeito,

feito um feito dois,

e só o teu amor é o que vem depois.

Abra-te em novos sorrisos,

como um sol no alvorecer

diga adeus à noite na hora do teu perecer.

Assenta-te assim à fonte,

dos pés sendo a própria ponte,

e que ela ejacule linfa rara,

no fecundo tempo de nossa dor,

com que ela se depara,

no ventre amigo do teu amor.

 

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