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out 22

Areias

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Como as areias do tempo,

que não cabem em nossas mãos,

escorrem por entre os dedos,

o ensejo de nossos desejos vãos.

Os vãos desejos de vento e  de amor,

que escapam de nosso coração,

deixam pra trás o vazio da dor,

parindo a aflição.

E fugaz será o tempo,

da seca da desilusão,

quando alguém semeia sonhos,

no deserto da solidão.

E assim quando tudo se for

sobrará o espaço e o tempo,

como divino alento e alimento,

para o meu infinito amor.

 

 

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