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out 29

O que trago?

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O que trago em minhas mãos?

ofertas de amor

ou pedras da divisão?

poemas em flor

ou quimeras da ambição?

Trago um pouco de vento

para que assim ele disfarce,

o estrago da tinta do tempo,

que marcou a minha face.

Trago um poema velho,

tão cansado de rimar

que agora é reverso,

de morrer e velar.

Trago a água da fonte,

que não para de jorrar,

a água da Esperança,

que não cansa de esperar.

Água doce como infância,

espuma de vento e de vida,

memórias na distância,

e na saudade esquecida.

Trago o tempo ido

e o tempo que virá,

trago o vento perdido,

que não para de ventar.

 

 

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