Arquivo por mês: dezembro 2013

dez 25

Deserto

A chibata do teu desprezo me fere o amor mais profundo e a terra do teu desterro se fará infértil de amor infecundo de labaredas de amor sem fim faz-me a torre mais alta de ébano e de nenhum jasmim, e cada verso que te faço, difícil embaraço, de quem já não mais sonha, desperto. …

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dez 25

Sussurro ao vento.

Solitário e frígido, sem amor e sem paixão, digno do maior silêncio que ecoa em meu coração. Sussurro ao vento a vontade de mim, ele, o vento, pobre e sem fim é leito de meu lamento triste e só que vai assim… Ah, tristeza que me invade, sai daqui deste peito vazio, deixe só a …

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dez 25

Saudades do que?

Saudades do que? Essa vontade de te encontrar me aperta o peito…onde você está? Sinto saudades de quem? de quem ainda não sei identificar…. Poesia? Poesia para nada serve se a  a saudade é um mal tamanho, que me invade a todo instante em que me perco a pensar Onde você está? Quem é você …

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dez 25

Naufrágio

Naufrágio e infecto contágio do ateneu e do mágico, do espaço meu e do andrágio em que minha alma se perdeu. Livre de ti me perdi como quem não tem luar livre e perdido e me perdi para te encontrar em cada canto tristonho um ultimato bisonho de quem não sabe mais chegar.  

dez 24

Suncê tem água pra dar?

É Natal na senzala…os humores dos sinhôs estão mais suaves, o tronco se esvaziô, não tem mais castigo, nem preto punido, pelas raiva do Sinhô. Deram licença para a cantoria, e a nossa língua estranha, que os brancos não entendiam fazia o canto de alegria carregá a tristeza da dor, e assim enquanto a cantoria enchia os ares do terreiro, nós vivíamos as …

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dez 18

E não choveu

E a chuva que eu quis chover, secou… o vento que eu pedi, abrandou, a pedra lançada partiu-se na estrada, e o sonho perdeu-se. O sal insípido, como substância nenhuma, revés da outrora  fortuna que fomos um dia… A chuva não choveu.

dez 18

Sou caminho de mim

Caminho livre através de mim mesmo, faço-me estrada, que somente serve se estiver repleta de pegadas, faço-me caminho, por onde a trilha eu trilho. Faço-me brisa e livre e solta volta e aponta o catavento no ar… nada faz sentido se o vento não ventar. Caminho livre por mim mesmo, sou caminho de mim.

dez 18

Oferendas

Oferto a flor que não plantei, e a dor que não senti, a alegria que não desejei, e a verdade que eu menti. Oferto o flerte não desejado, e o beijo nunca dado, o abraço mais afastado, e de maior distância, e com toda essa minha arrogância, que eu jamais admiti. Oferto o voto de …

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dez 18

Das cinzas do meu coração

Das cinzas do meu coração, retiro o fel de que me embriaguei, vagueei a esmo e mesmo sem rumo, não consegui me perder de você. Percorri as minhas saudades, todas elas eram suas, e minhas lembranças nuas, de todo o nosso amor despidas, eram estradas mal andadas, e totalmente perdidas. E de tudo o que …

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dez 11

Nu

Dispo-me de ti como quem arranca cascas de ferida recente, sangro por ela o teu amor ausente… Desnudo em pelo e fel, as rimas extintas em resmas de papel… Dispo-me no hoje quero estar nu de ti.