Arquivo por mês: março 2014

mar 21

Papel e pena

Sempre é mais fácil escrever pois o papel é o leito e o deleite da pena que o faz padecer.

mar 21

Um caso de amor

Há um caso de amor por onde meu pensamento for… E meu pensamento agora é teu. Há um caso de amor em cada verso dissonante em cada pensamento errante de cada Julieta sem Romeu. Onde meu coração for haverá um caso perdido de meu coração pervertido a perverter o coração teu. E meu desejo erguido …

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mar 21

Filhos meus

Todos os poemas que eu posto eu sempre os gosto, pois são todos filhos meus, uns benditos outros malditos outros bentos outros ateus. Mas todos são filhos do pranto e do sorriso em que se reparte o peito meu.

mar 21

Os que me detestam.

Os que me detestam apenas atestam o pouco que tenho e o quase nada que eu sou. Apenas me ajudam a me encontrar. Quisera eu nesta noite de outono a primeira do meu quase abandono voltar no tempo e no espaço e te aninhar em meu regaço e apenas eu calar para que você pudesse sorrir …

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mar 21

Dez feitos

Desfeitos em vida os sonhos que eu sempre sonhei ter-te perto de mim como a um agasalho e agora eu somente espantalho do sonho que eu sempre fui que eu sempre sonhei e jamais vivi. Meu pecado somente o sonhar, e dez feitos de jamais realizar.  

mar 21

Olhar

O olhar de uma amiga, de uma florida a mancheias em meu coração olhar de mulher e de menina no meio da invisível multidão… Sinto sempre uma distância que não pude nem quis romper pois a minha proximidade seria letal.

mar 21

Em cada dor

Em cada flor que brotar o sonho que se pranteou que se apagou e que se fez chorar. Em cada dor o amor doar a quem se desencantou que se amargou e que se fez desencantar. Em cada rio que eu choro o rio das águas que me afogo no rio da vida em que …

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mar 07

Escolho

E tanto faz se nada faz sentido, se o que eu carrego comigo, não satisfaz nem nunca fez, é apenas a pena do tempo perdido, da minha total insensatez. Colho o escolho do abandono a que te deserdei.    

mar 04

Nada

O beijo que eu quis dar e não dei, o abraço apartado que afrouxei, o olhar no teu olhar que desviei, o verso encantado que não declamei, a ferida que não curei. Então foi o nada.      

mar 04

Realizemo-nos

  Somos apenas sombras do que podemos ser, nossas possibilidades são tantas, que me espanta o quão pequenos ainda o somos. Março se repete, como sempre ou quase, façamos um março distinto, diverso, maior. Um novo março como um velho marco de se repetir e de se sonhar, sonhemos-nos distintos, diversos, floridos e desérticos, sonhemo-nos …

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