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maio 20

Das pedras

Tamara Lichtenstein 5

Das pedras que me atiraste,

construí a minha base,

signifiquei-as como os grãos de areia,

do tempo da minha vida.

As ondas do mar morto e da revolta,

açoitaram o meu peito aberto,

nada mais me restou senão o meu íntimo deserto.

Colho esperanças do vento,

com as quais eu me fecundo,

pari delas meu lamento,

tosco, tirano, imundo.

Fico para sempre na janela da saudade.

 

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