«

»

jun 10

Vendas

1277439_551413361572956_598822222_o

Não me ponha vendas,

deixe-me olhar o olhar teu,

tudo quero,

no amor sincero,

que jamais me aconteceu.

Tenho sonhos descabidos,

em cada sonho um amor bandido,

em cada noite de insônia e desejo,

um amor mal concebido,

num orgasmo amanhecido,

no amargo do teu beijo.

Não me ponha vendas,

a não ser que me queira nua,

na cama desarrumada e crua,

do teu ninho desfeito de amor,

não me ponha vendas,

a não ser que me faças juras,

daquelas mais impuras,

do teu descabido amor.

Deixe-me olhar o olhar teu,

nele quero-me afogar,

sem querer quem venham me salvar,

das ondas revoltas desse amor ateu,

quero assim sempre estar,

na beira do abismo mais profundo,

no íntimo amor mais imundo,

tendo a tua cama como altar.

Quero me perder e não me achar,

no útero dessa nossa paixão,

desse amor de se entregar

sem ter-se nenhuma devolução.

E não me digas que não me quer,

pois serei aquela mulher,

que na hora da tua paixão,

dar-te-á o batismo e também o abismo,

da tua extrema-unção.

 

 

 

Deixe uma resposta