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jul 13

Útero

Luca Gargano

Luca Gargano

Sede-me o derradeiro útero,

o antro mais que divino,

mais que vespertino,

mais que acolhedor,

de mim que novamente um menino,

serei teu derradeiro amor.

Dá-me dos teus peitos fartos,

o pão que há de me suster,

que dar-te-ei o meu  afeto,

em cada novo amanhecer.

Dá-me a tua mão divina,

fiel conselheira,

que ainda mão de menina,

será minha única companheira.

Dá-me o ar através de tuas veias,

dá-me o sonho revelador,

dá-me o alimento através de tantas teias,

que reconstroem o nosso amor.

 

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