Arquivo por mês: outubro de 2014

out 30

Amar é

O amor é um jogo perdido desabrigado e desabrido amar é perder o que já está perdido o que nunca se terá e o que jamais será pedido. Amar é sacrificar o que está vivo amar é morrer sem jamais ter vivido. Amar é sempre viver e jamais se ter morrido.  

out 29

A eleita

A eleita não me elegeu não leu os meus versos não ouviu os meus adeus, surda cega e muda segue insípida inodora impura por toda a minha vida de poeta e de plebeu. Segue cética fétida insensível morta previsível torta inesquecível.

out 29

Ninguém me fez

A minha data tão minha de uma minha vontade tão mesquinha de ser e querer ser lembrado não se fez, mas as surpresas são tantas que por mais que eu teça mantras não poderei as controlar e a surpresa mais bandida é aquela que só em mim habita e se aborta à primeira hora do …

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out 29

Derradeira porta

Tive o teu peito como meu túmulo, nele eu sem jeito me fiz desfeito em tons de tristeza e orgulho. Tropecei na vaidade tanta, que dela fiz um eterno mantra me achando o último czar, mal o sonho se desfez e dele desperto pela última vez acordei no caminho da derrota fiz do teu olhar …

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out 21

Voar

Solta-me as asas, deixa-me voar para longe, onde o sol do teu desprezo não brilhe, tenho desejos demais para me aquietar, quero mais e aqui eu não me encontro, quero ir além da minha saudade infinita, quero me apartar deste teu olhar, quero voar na minha paixão mais aflita.      

out 19

E teu olhar era o meu

E teu olhar era o meu, e o teu sorriso era eu, a tua boca vazia de mim se arrependeu. O beijo tão amargo agora era o último trago do teu coração que se fendeu. Fiz-me poesia, traí-me todo dia, em que teu amor me pertenceu. Trouxe em mim a agonia de quem ousou um …

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out 15

O Eu

Caminharei por minhas entranhas, em busca do nosso amor, cada palavra maldita, uma rima descrita, do tanto da minha dor. Percorrerei a tua libido, como quem busca um abrigo, e no âmago da tempestade, navegarei de mim perdido, buscando na tua castidade absolvição e castigo. Dar-te-ei o eu aflito, como quem anda proscrito, nos caminhos …

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out 14

Teus passos

Caminhavas sobre mim, como quem andavas em jardins, de sonhos mortos de amor, a cada passo que me davas, de mim tu retiravas, semente fruto e flor. Caminhavas como concubina, rainha amada e amante, senhora, moça e menina, dama de noite errante. E tua sombra me apertava, quando assim tu me pisavas sobre as lágrimas …

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out 14

Liberdade

A liberdade semeou-se em mim, quis o tempo que ela me viesse, e assim a tua indiferença, foi a mãe do meu livramento. Quisera eu ser teu prisioneiro uma vez um dia um ano inteiro. A liberdade assim me fez, me recriou e me retirou dos tentáculos do teu amor. Nada mais temo, nem a …

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out 10

Tua juta

Faça assim… de cada canto de mim, um bordel do teu festim. E a cada vez que me usar seja sempre para marcar, e quando o teu afeto secar, que tua fome seja tanta, e que seja eu a única, e a derradeira santa, como fui a vez primeira, a imaculada túnica do teu primeiro …

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