Arquivo por mês: novembro de 2014

nov 25

Coque

  No infinito da tua tez, a minha devassidão se fez, imaginei um tanto amor, um algo intangível impossível a dor da insensatez. Amor de Platão, e eu que te quisera então, desde a primeira vez, o coque no cabelo o brilho no olhar o passo no salto do assalto ao peito meu.

nov 25

Um certo trem

Chorarei a minha dor e a tua também como se fôssemos viajantes de um mesmo trem que estaria em rumo incerto um dia no oceano outro no deserto. Prantearia a minha cupidez a tua sanha e a nossa insensatez, mostraria em meu olhar o esgar de quem ferido de morte, atreveu-se a viver da própria …

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nov 06

Vejo em ti

Vejo em ti o vento que sopra as coisas do ar, vejo em ti as ondas que vagam pelo meu mar. Vejo em ti o meu amor vejo em ti o beijo santo a salsa a semente e a flor o abraço tanto o filho e o pranto de quem quer se perder no teu …

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nov 03

Grão

Trago nas mãos a tua insensatez, trago em farpas a minha timidez trago o antepasto da tua absolvição de cada caminho não ido um destino na escuridão. Trago aqui a tua promessa morta escondida embaixo do tapete de cada porta varrida da tua vida feito poeira no chão cada grão de terra uma solidão.