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dez 09

Arame farpado

CIGANA aTrago em mim a minha história
ao fazê-la fiz-me eu,
em cada verso rompido
um outro verso nascido
de um outro nascido eu.
 
Tudo é reflexo
no espelho perplexo
do pensamento meu,
quando sangra
a terra o barro e a lama
a era o vaso e a cama
do amor que se perdeu.
 
Trago em mim a não história
as oportunidades perdidas
a vida não vivida
e a vida que se viveu
trago romances chatos e canhotos
amores castos e escrotos
e o amor que se perdeu.
 
Trago a dor e o sofrimento
que me fizeram assim por dentro
o que de fora ninguém vê,
trago o arame farpado
que me isola do pecado
de amar e de viver.
 
 
 

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