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maio 18

Poema Metalúrgico

democracia

Olhem, olhem estas mãos
As tuas próprias mãos
São mãos trabalhadoras
Não são mãos de patrão
São mãos generosas
Hábeis mãos operosas
Que geram como se úteros fossem
A riqueza maior que há
Que é a riqueza de trabalhar.
 
Mas essa riqueza tão grande
Tão imensa e tão sagrada
Há ora jaz guardada
No bolso de todo patrão
Essa riqueza tão imensa
Que não é a justa recompensa
De todo e qualquer peão.
 
Olhem, olhem estes braços,
Os teus próprios braços,
São braços trabalhadores
Não são braços de patrão
São braços generosos
Operosos e poderosos,
São braços de união
Esses braços produzem como máquinas
A riqueza maior que há
Que move todo o mundo,
Que é a riqueza de trabalhar,
 
Olhem, olhem teus corpos
Tão distintos que são
Mas não são os corpos
De nenhum tipo de patrão
São corpos distintos
Claros escuros rubros e tintos
Com o suor mais sagrado que há
O suor mais sangrado e mais sentido
Que é o suor de trabalhar
 
Ouçam, ouçam essa voz
Que é a voz da classe trabalhadora
A classe mais sagrada que há
Mais generosa e mais sonhadora
Mais numerosa e mais sofredora
Sempre no eito a trabalhar
 
Mas nossa classe tem sonhos
Nossos sonhos…
São tão ditosos,
Sonhos de paz fartura e generosidade,
Sonho de democracia, sonho de liberdade,
E hoje só há um sonho aqui
Que é o sonho de todos nós
Fazer ressoar e prosseguir
Em toda terra a nossa voz.
Queremos ser ouvidos e poder falar
Com todo trabalhador e com toda trabalhadora
Que nossos corpos e mentes
é o mais sagrado que há
É que pode ser diferente
O sagrado milagre de trabalhar.
 
E que toda riqueza por nós gerada
Há que um dia sem nenhum patrão
Ser tão bem utilizada
Em total comunhão
 
Não haverá terceiros
Nem segundos,
Só primeiros.
Não haverá terceirização
Pois que sempre seremos
Companheiras e companheiros
Na mais férrea união.
 
Não haverá quarenta e três trinta,
Pois toda e qualquer tinta
Há que sempre grafar
Somos todos iguais
E não há o que duvidar.
 
Não haverá mais a fome
Não havendo mais o lucro
Não havendo mais o pobre
Não havendo mais o insulto
Não haverá nenhuma desigualdade
E que toda e qualquer diferença
Há que ser a especificidade
De toda raça e de toda crença
Quer seja de credo time ou opção
Sejamos todos uma só classe
Uma só nação
 
Não haverá mais fronteira
Que a baioneta um dia escreveu
Não haverá na terra inteira
A exploração rasteira
Que o Capitalismo concebeu.
 
E caminharemos por toda a Terra
Como uma só grande multidão
Onde haverá somente a flor
e nenhum tipo de canhão.
 
Não há que haver mãos desempregadas
Nem humanos esquecidos
Nem corpos enfermiços
Nem vozes tão caladas
 
Por toda a terra há que ouvirmos
O som mais lindo que há
Que é o som dos nossos sonhos
Na realidade a se transformar.
 
Não é devaneio, nem sonho utopista
É sonho verdadeiro e internacionalista
Da classe operária em toda a terra
Na seara mais fecunda que há
da mãe fraternidade onde se gera
A esperança que estamos a semear
E onde além de tudo produzir
Possamos com todos multiplicar
a igualdade vai existir
e o nosso sonho vai se realizar
A esperança vai prosseguir
E todos e todas um dia terão
Do suor de seu justo trabalho
A terra o agasalho
o vinho e o pão.

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