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jun 02

o eu

Danil Rudoy

Danil Rudoy

Olho em ti o eu morto
o eu desfeito
o eu que se desfez
do ar rarefeito
do amor natimorto
em que você se fez.
 
Olho em ti o eu ainda bom
em cada verso de cada rima
a cor do teu batom
em cada riso de menina
o mais doce do teu som
a colorir a minha sina.
 
Olho em ti o eu não mais,
o eu hoje incapaz
de te esquecer,
o eu ainda querendo te absorver
o eu errante
o eu distante,
o eu ainda não,
o eu ainda não eu,
o eu sem coração,
o eu que você esqueceu.

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