Arquivo por mês: setembro 2015

set 30

Flanô

O infinitivo do teu amor transcende transborda inunda fecunda, o infinito do teu amor é mais sendo abstrato e concreto sendo casto e abjeto é amor de mãe sendo pai.   É amor de beijo na boca ensandecidamente casta e louca absurdamente pacata e crua dama e consorte da vida sendo a morte a liberdade …

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set 30

Cigana

A cigana se engana se crê que esqueci, o abraço mais caro que jamais recebi. Foi abraço que não se esquece, que aquece que ensandece foi abraço de afeto do mais puro amor daquele abraço que tira com as próprias mãos a nossa mais gritante dor e assim até hoje eu recordo do abraço mais …

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set 29

Deserto

Há em mim um deserto cada grão de areia uma sentença de saudade, cada brisa ligeira um canto sem maldade cada poente um repente a ser cantado há em mim um deserto um mundo inteiro desabitado cada grão de areia cada dia que passa cada brisa passageira cada verso que eu faça vão fazer-me florir. …

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set 28

nas tuas mãos

Nas tuas mãos o eu inconformado o eu desmembrado em partes avessas em si mesmas a dicotomia a auto aversão auto repulsa de um auto abandono o desamor a perfídia em tuas mãos o eu desconstruído a espera do teu amor. Que ele me refaça me reerga me unifique me beatifique me abençoe e me …

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set 21

Egrégora

tempestade

Os ventos da mudança sopram as velas de nossa esperança sopram sementes de leão atrás de cada imigrante uma zona de guerra e de ocupação.   As fronteiras não nascem sozinhas elas brotam dos corações e qual será mesmo o motivo desta diáspora de ilusões?   Um pai que corre com seu filho, outro que …

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set 13

Convite

veus

Te convido para o nosso amor como quem convida para celebrar te convido seja como for para que possas testificar o quanto amor a vida me deu e quanto amor ainda virá a mim e ao amor meu diante do amor que é nosso altar.   E no altar de nosso amor o amor de …

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set 03

Aylan

by Christophe Stramba

Uma criança morta numa praia de qualquer Europa num qualquer canto da Palestina ou Síria Morro do Alemão uma criança morta de rosto no chão. Uma cria humana de uma desumana legião. Uma criança morta na frente da tua porta e o que farás então? Cada criança uma promessa santa para uma nova humanização. Cada …

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