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dez 07

Tarde

oleiro

Refaço do eu o barro ateu
que não pode crer no teu amor
refaço tardia a mente
que de ausente 
se fez em não ser
o eu descrente em nosso renascer.
 
Amasso a terra batida
da tua eterna ida
sem nenhuma volta
mas o que importa
se teus cabelos
doces anelos
revoltos em cada novelo.
 
Tudo é tarde
e nunca mais o dia irá nascer.
 

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