Arquivo por mês: junho 2016

jun 05

Em meu peito partido escrevo malditos poemas de nenhum amor em cada verso proscrito um reverso inaudito sem nenhum valor Parto-me em pedaços de cada caco um laço de cada canto um nó de cada pranto um encanto de cada pano um engano em cada peito uma mó.

jun 05

Saudade de você

Aqui o meu peito arde sem fogo algum ou chama que o faça queimar sem xamã ou sem Ogum só mesmo a saudade tua na minha carne crua de tantos tempos atrás de formas sedentas de tempestades cruentas de quando você me faz Não faço mais nenhum poema tudo é tão distante tudo é tão …

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jun 05

Sem nenhum lugar

“Azul que é pura memória de algum lugar” de uma alma antiga que se poe a cantar cantigas tão velhas de velhas abertas janelas de algum lugar de verdes olhos ardentes de qualquer lugar de ambas iris furtivas de janelas dalmas dantes tão festivas de qualquer canto de qualquer lugar de ventos dissonantes de lugares errantes …

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