«

»

jun 05

Sem nenhum lugar

IMG_1291

“Azul que é pura memória de algum lugar”
de uma alma antiga que se poe a cantar
cantigas tão velhas
de velhas abertas janelas de algum lugar
de verdes olhos ardentes de qualquer lugar
de ambas iris furtivas
de janelas dalmas dantes tão festivas
de qualquer canto de qualquer lugar
de ventos dissonantes de lugares errantes
de poemas tão distantes
tão falhos de poetas sem nenhum lugar

 

Deixe uma resposta